Uma andorinha só

Uma andorinha só não faz verão não vive o inverno não sente o outono nem vibra a primavera. Uma andorinha só voa pelos céus imensos como se fosse um aquário (enfeitando, limitado, uma sala) (ah, a imensidão do céu!) uma piscina no quintal (água parada, descorada, sem vida) (ah, tanta vida nos céus!) ou umaContinuar lendo “Uma andorinha só”

Estações Perdidas

“Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu a gente estancou de repente…”* Hoje eu estou esta música. Cantada um pouco de qualquer jeito, sem precisar juntar exatamente os primeiros com os últimos versos. Recitando-os, suspirando-os. Querendo de qualquer jeito, insistindo. Para me sentir viva e provocar o fato de nãoContinuar lendo “Estações Perdidas”

SÓ PRA CONSTAR

Chove. E eu deveria dizer ainda bem. Bem que eu deveria dizer. Ainda bem! Mas tenho uma certa vergonha. Porque eu, assim como os outros, também passei um tempão esperando o sol e o céu azul claro, aquele brilha e fica fazendo reflexo, aquele bem bonitinho que faz a gente pensar em praia, campo, comidaContinuar lendo “SÓ PRA CONSTAR”

GARGALHADAS DE FÉ

As gargalhadas atravessaram a porta de vidro fechada… e me lembraram o porquê da porta estar assim fechada… Risos felizes, bolas correndo Barulhos de gente de todos os tamanhos costumam ficar de resguardo durante o inverno enquanto o frio dentro e fora das pessoas e das casas lacra as aberturas e todos fazem de contaContinuar lendo “GARGALHADAS DE FÉ”