Linhagem

Ainda escrevo. Pouco, mas escrevo. Minhas linhas frias muitas vezes cortam. Minhas letras outras vezes quentes, mais do que esquentar, derretem. Sou destrutiva? Autodestrutiva? Minha linhagem tatuou em mim a vontade de escrever compulsivamente. Um desejo doido e doído de escrever tanto, tanto, mas tanto, que a mão doa, os dedos sofram, o coração seContinuar lendo “Linhagem”

Não Adivinharás

Querias tanto tanto adivinhar os passos que adiante vinham… E não vistes, só sofrestes, só caistes.. atropelado pelo saber demais. (Eu ouço as ondas do mar. Elas estão na música, mas para mim, só para mim, saíram dela e vieram ficar aqui, ao meu lado e me fazem companhia num mundo sem mar e semContinuar lendo “Não Adivinharás”

QUE ASSIM SEJA!

E eles adentrarão o inferno, descalços sobre as chamas ardentes, face sofrida e ferida, as mãos serradas, carregadas de tudo o que pilharam, guardaram, mantiveram como tesouro sobre a terra. Caminharão sofrendo cada passo, as bocas fechadas, repletas de todo o mal falado, de todo o bem negado, de tanto o quanto poderiam ter feitoContinuar lendo “QUE ASSIM SEJA!”

MAC 3

Uma sequência de fatos desabou na minha cabeça. Assim como se de repente, em questão de segundos eu lembrasse de todos os sonhos ou de todas as vidas. Tudo passando muito rápido, numa velocidade tão grande que a única coisa sensata que pensei foi: se eu abrir os olhos agora vou cair em qualquer lugarContinuar lendo “MAC 3”

TURBILHÃO

Decidi ir à guerra.Coisas de instinto, ou coisas de meninoEu fui só, para o front.No corpo babado de suornenhum espaço para vestir a farda,fardo das lembranças,vestido flamejante de outroragozo tinindo na orelhasom de uma granadaa mesma roupa usada nos bailes,e eu me perdendo no turbilhão…Procurando uma peça mais íntimaqualquer coisa de ínfimoum pedaço de renda,Continuar lendo “TURBILHÃO”