Aeternum

de repente uma parte de mim se foi. de repente tento ainda permanecer mas em vão… tentativas vãs… um vão de expectativas. observo através da memória do tempo alguns dos fragmentos do que fui. são lembranças nem sempre doces, algumas tão amargas algumas tão afiadas, cortantes pulando nos pulsos, na jugular no coração maltratado eContinuar lendo “Aeternum”

Balé

  Um passodois passospassos para um lado, para outropara frente e para trás.Um pequeno saltoum rodopio pelo chãooutro nos ares do alto.Dança, dança a menina…baila, baila a bailarina.Vestida de sonhos e tuleembevecida pelo precioso somenternecida em gracioso movimento…Ela não sorri. Seus olhos estão fechados…Tudo é tão perfeito!Suas pernas e braços, suas mãos…parece um pássaro!E entreContinuar lendo “Balé”

Moinhos não movem o homem

Tudo se move. Águas sobre as pedras. Movendo moinhos. Enquanto em seu silêncio interior o homem cala e consente… Mente. Ele também se move. Lentamente. Seus movimentos não movem o moinho, são estranhos. O homem se move e o caminho vai ficando mais curto… sua vida encurtando passo a passo. A verdade da vida doContinuar lendo “Moinhos não movem o homem”

ANDANDO NO ESCURO

Perdidos estavam, os passos, e o medo estendeu-lhes a mão E foram assim, andando meio vagos como se fosse o escuro Sentindo a terra mover-se, dela o calor subir como um augúrio Trazendo força e os levando em frente em outra direção… Nem outros devaneios emprestavam a verdade para crer E desacreditar só mal faziaContinuar lendo “ANDANDO NO ESCURO”

SOB OS OLHOS DA ALMA

Talvez eu tenha perdido a vontade de atravessar o deserto. Só isto. Talvez tenha perdido a fé em todo e qualquer profeta que venha por aí me prometendo o maná dos céus. Talvez eu tenha simplesmente enxergado a aridez do coração humano. O fato é que que parei de andar. E agora estou aqui, semContinuar lendo “SOB OS OLHOS DA ALMA”