Me parto

jogo palavras fora. fora de mim, fora de meu coração fora de minha alma, fora de meu corpo fora de tudo o que eu possa ser palavras fora… eu jogo e elas saem de mim perfurando o corpo, abrindo os poros, escrevendo dores palavras saem, palavras jorram, fora da minha alma e da agonia sentidaContinuar lendo “Me parto”

Canto passarinho

Na árvore os passarinhos cantam. Fazem seus ninhos. Perto, ali perto, no chão eu canto. Canto passarinho. Só pra mim mesma. Só pra eu ouvir, mais ninguém. Meu canto não tem palavras e não se traduz. Não seduz. Faz as vezes de um hino onde o que há de mais lindo é aquilo que seContinuar lendo “Canto passarinho”

A árvore e o poeta

  O poeta, hoje com as palavras guardadas, no bolso, na gaveta e mesmo só na mente, reverencia aquelas por ele tão amadas e que em vida lhe dão sombra em dias quentes…   Árvores que além de solidárias, companheiras elas ainda lhe presenteiam com seus frutos amadurecendo em seus galhos toda a feira eContinuar lendo “A árvore e o poeta”

Equilíbrio buscado

Na vida, nas palavras, nos passos, na queda… eu busco o equilíbrio. No que leio, no que escrevo, no que sinto… eu busco o equilíbrio. No que olho, no que vejo, no que pressinto… eu busco o equilíbrio. E o equilíbrio nem sempre é meio termo algumas vezes ele é o fim que justifica osContinuar lendo “Equilíbrio buscado”

Por conta de meu silêncio

Ao invés de falar, faço silêncio. Porque minhas palavras talvez soassem duras demais. Porque minhas feições ao falar talvez ficassem duras demais. Mas eu não me engano, o peso do meu silêncio é tão grande quanto o mundo em mim que o acolhe e as palavras caladas me cortam por dentro como se facas afiadasContinuar lendo “Por conta de meu silêncio”

As palavras em mim

Eu poderia engolir as palavras e não mais dizê-las. Engolir todas… e não mais escrevê-las. Eu poderia fazer secar este mar de palavras que vive em meus pensamentos… Poderia tentar ao menos… para nem mais vê-las! Eu poderia arrancar do coração estas palavras deixar o coração vazio para outras coisas que não fossem palavras… Mas…Continuar lendo “As palavras em mim”

A paixão segundo quem viveu

Bem além do chão, bem além… bem além do céu, muito além… me conduzias com tuas palavras, e a mão… tão bem… Entre nós o silêncio era música porque os olhares falavam sem parar… enquanto os lábios, desesperados, ansiavam se abraçar… De mãos dadas, braços dados longe um do outro, apenas o sorriso unindo… eContinuar lendo “A paixão segundo quem viveu”

Pensando alto

Mastigo as palavras. Engulo algumas. Cuspo outras. Outras ainda apenas falo, mesmo sozinha. Ou escrevo. Mas não as deixo soltas no ventre, nem na garganta. Não me apraz ruminar a agonia das palavras ou sentir a náusea me remoendo o estômago, sensação ruim que antecede o vômito. Até as piores palavras precisam sair. Uma questãoContinuar lendo “Pensando alto”