Dos medos

Medos se impõem. Eles atravessam os olhos e a pele. Escancaram a mente confusa. Materiais ou etéreos, vivos ou imaginários. Tomam forma. Crescem nos becos escuros da mente Saem do passado obscurecido por lembranças geradas pela memória que se entrelaça com sentimentos… Chegam de um futuro temido por esperanças pilhadas em suas vontades falhas… AContinuar lendo “Dos medos”

Relembranças da infância

Balanço-me de leve nas lembranças que embalam minha infância… A música que me enleva e a mesma música me leva a relembrar… Tanto que vivi com os amigos com meus pais toda a família… Solto o coração a recordar! Tantas imagens me chegam… enquanto os olhos, fechados, sorriem como meus lábios. O som cessa. AbroContinuar lendo “Relembranças da infância”

Pausa para pensar

São coisas que vão ficando pelo caminho. Perdidas, abandonadas, esquecidas, deixadas somente. São coisas, são pessoas. Vão aos poucos ficando para trás. E um dia lembramos. Com saudades ou lamentos, lembramos. Pensamos então: Por quê? Por que ficaram lá atrás? Ainda estariam lá? Seria possível (seria bom?) buscar? Ter de volta? Viver novamente?Nos caminhos queContinuar lendo “Pausa para pensar”

Natas Solidões

No meio do vazio que ora reinaAmontoado entre vontades e esquecimentosTenho comigo de antes, momentosA vagar a minha mente nada serena…Levanto os olhos e vejo lugaresInvento coisas para não chorarNinguém pode mudar estes matizesFeliz de mim se ainda posso amar…Entre os desejos, sonhos e desesperanças,Levo comigo canções de menina, um torporInfanto amor em meio àContinuar lendo “Natas Solidões”

Num pedaço de papel

Aquele dia, eu acho que foi ontem, talvez hoje? Em que em mim entraram as tuas palavras todas as sílabas soletradas e eu que as imaginava soltas, vivas, escritas no papel. Fiquei eu lá… Paralisado de dentro pra fora, os membros que outrora respondiam como a língua e a pena, calado e seco de olhosContinuar lendo “Num pedaço de papel”

Memórias de Águas e de Sedes

Entre um gole e outro deixo o copo sobre a mesa. Observo. A água parece estranha. Mais azul. Bebo mais um gole da água e o sabor continua o mesmo: sem sabor. Num gesto impulsivo me levanto e vou até a cozinha, despejo o que sobrou na pia e vejo os pingos escoarem. Abro aContinuar lendo “Memórias de Águas e de Sedes”

Esquecimento

Olhos abertos, sonhos fechados nuvens passando ao longe… Dentro e fora de mim se descobrem pedaços que não se encontram… Não sei mais de onde vim e esta era uma certeza feita. Não sei mais em que lugar me encontro e esta não era uma dúvida. Não sei mais para onde me dirijo e estaContinuar lendo “Esquecimento”