Dos medos

Medos se impõem. Eles atravessam os olhos e a pele. Escancaram a mente confusa. Materiais ou etéreos, vivos ou imaginários. Tomam forma. Crescem nos becos escuros da mente Saem do passado obscurecido por lembranças geradas pela memória que se entrelaça com sentimentos… Chegam de um futuro temido por esperanças pilhadas em suas vontades falhas… AContinuar lendo “Dos medos”

O sentimento que ficou

Tenho lembranças que talvez você não tenha… Como tive esperanças sem que você as tivesse… Ou teve? Ou tem? São tênues as linhas entre os sentimentos quando sabemos que sentimento existiu. Eu olho para o lado… para não te ver. Você olha pra o lado… para não me ver. Ou será que olhamos apenas naContinuar lendo “O sentimento que ficou”

Não há fim

Não se preocupe, há um outro fim a história não termina assim depois vem sempre o recomeço… Fases passam, outras chegam, frescas, novas assim são os dias, horas, todas as provas pelas quais passamos vão e vêm… A luz da esperança permanece acesa. Todo dia é um novo começo Photo by Ricardo Gomez Angel onContinuar lendo “Não há fim”

Memórias e lembranças

Minhas memórias me pregam peças: misturam-se às lembranças certas saudades avessas… Lembro de fatos, acontecimentos marcantes mas guardo também os desejos inconstantes… um misto do que foi, seria ou é somente esperança… Os detalhes se misturam com o tempo. Ao passar dos anos, as lembranças são todas boas. Photo by Štefan Štefančík on Unsplash

Das sutilezas da espera

A espera se delineia lentacomo bebida amarga em frasco de vidro opaco.Em horas, minutos, ver se transformando o tempoà beira de tudo o que mais passa.Quando da longa e agressiva contagem,a espera tira da paciência toda a virtudefazendo com que seja somente a agoniado próximo instante.Algo além, a profecia que alimenta…Poder seguir ou continuar parado,sobContinuar lendo “Das sutilezas da espera”

Natas Solidões

No meio do vazio que ora reinaAmontoado entre vontades e esquecimentosTenho comigo de antes, momentosA vagar a minha mente nada serena…Levanto os olhos e vejo lugaresInvento coisas para não chorarNinguém pode mudar estes matizesFeliz de mim se ainda posso amar…Entre os desejos, sonhos e desesperanças,Levo comigo canções de menina, um torporInfanto amor em meio àContinuar lendo “Natas Solidões”

Berço

Outrora somente fui teu berço e em mim dormias, semente, embalada criatura, pelas águas minhas alimentada nos augúrios pelas esperanças minhas. E hoje alças vôos, asas doridas, corres pela vida, cansaço nos olhos e nem lembras… Que o berço ainda existe e nele continuam a soar, ainda que silentes, todas as canções, todas as preces,Continuar lendo “Berço”

PERCURSO

Terrenos baldios. Fronteiras. Cercas espessas. Estradas. Caminhos. Rios correndo, correndo ao longo, tentando alcanlar. Rotas. Barragens. Paradas. Vilas. Vilarejos. Cidades. Metrópoles. Desertos. Longos. Pedras. Pedreiras. Morros. Montanhas. Lagos. Mansos. Profundos. O fundo. Areia. Movediça. Terra. Lama. Pedregulhos. Água. Escuridão. Água escura. Peso. Luz. Raio de luz. Água. Ar. Muito ar. Muita luz. Árvores. Mato. Pedras.Continuar lendo “PERCURSO”