Pensando alto

Há dias em que certas dores tomam conta do nosso olhar. Dias em que não é possível disfarçar. Nestes dias o mais difícil é sorrir. Mas é justamente de dias assim que precisamos para entender a beleza dos dias sem dores. Para valorizar os momentos em que estamos bem e podemos fazer o bem. NãoContinuar lendo “Pensando alto”

Colcha de Mim

Nesta colcha de retalhos de tecidos diferentes combinando quase nada… doida, esburacada, meio assim, tão assim, que o mundo fez de mim tem tantas coisas que eu preciso pra ser eu… Eu preciso… … preciso ler, ler muito, escrever sempre… … Eu preciso escrever, soltar de mim as palavras que correm mais do que oContinuar lendo “Colcha de Mim”

Estações Perdidas

“Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu a gente estancou de repente…”* Hoje eu estou esta música. Cantada um pouco de qualquer jeito, sem precisar juntar exatamente os primeiros com os últimos versos. Recitando-os, suspirando-os. Querendo de qualquer jeito, insistindo. Para me sentir viva e provocar o fato de nãoContinuar lendo “Estações Perdidas”

Da seriedade e do ridículo do sério. Sério!

Pensar é coisa séria. Sempre é assim. A gente diz: tô pensando… E lá vem coisa séria. Mesmo que seja a maior m. Mas sai de jeito sério. Com vontade de ser coisa séria. Pensar é meio dor de dente. Remexe, remexe, mexe, puxa, até arrumar ainda mais o que doer. E bem feito, quemContinuar lendo “Da seriedade e do ridículo do sério. Sério!”

O que te faz rezar?

O que te faz rezar? O medo, a dor, o medo da dor? A partida, a despedida, a vontade de correr para longe ou de nunca mais partir? O que te faz rezar? O que te faz, em versos repetidos, palavras repetidas, mantras, não importa em que filosofia ou religião, ter a certeza de que,Continuar lendo “O que te faz rezar?”

Band-Aid

Faço pouco de mim. Porque sei que eu o que eu quero é manha… Fingir que os males maiores nem sempre são os piores para ganhar manha… Corte profundo não dói de imediato, só sangra. Arranhões são tristes de doer e precisam de band-aid! Lágrimas encarceradas no fundo da alma espancada são águas passadas (paraContinuar lendo “Band-Aid”

Madrasta de Si

Com olhos longínquos me observo, juiz implacável de minhas incertezas. Perfeição, perfeição, haveria neste mundo alguém mais sem nexo do eu? Descontroles, dúvidas, dores, inseguranças. E, se de repente abrir o espaço entre a estabilidade e o abismo, dois passos bastarão. (Ouvindo um bom jazz, que o tempo está pra isto…) Imagem: Max Saquco

Dores que são

Cortes profundos doem menos. O sangue corre, escorre pela pele e cai. O superficial arranha, machuca, arde. Não é uma dor contundente. É uma dor que incomoda, fica ali, visível, se esfregando em todos os atos. Dores profundas não gritam, os ferimentos apenas ficam ali, latejando, latejando, pulsando junto com o coração. Dores superficiais sãoContinuar lendo “Dores que são”