Linhagem

Ainda escrevo. Pouco, mas escrevo. Minhas linhas frias muitas vezes cortam. Minhas letras outras vezes quentes, mais do que esquentar, derretem. Sou destrutiva? Autodestrutiva? Minha linhagem tatuou em mim a vontade de escrever compulsivamente. Um desejo doido e doído de escrever tanto, tanto, mas tanto, que a mão doa, os dedos sofram, o coração seContinuar lendo “Linhagem”

DO NADA

Ele desceu as escadas,desvairado e tontoO corpo bêbadoe o pensamento zonzoTentando sobreviver a si mesmoTentando agarrar-se à esmoA todos os gestos desesperados.Gritou. Calou. Escorregou. Caiu.Como escapar daquelas mãos horrendas,desarmado!Como chegar às ruas sem seragarrado?Lendas, mortes, sofrimentos…O que o traiu?Foi o torpor da noite…ou a bebida forteA dor do açoite ou… o medo da morte?Fugir. Fugir.EscaparContinuar lendo “DO NADA”