Pausa para pensar

São coisas que vão ficando pelo caminho. Perdidas, abandonadas, esquecidas, deixadas somente. São coisas, são pessoas. Vão aos poucos ficando para trás. E um dia lembramos. Com saudades ou lamentos, lembramos. Pensamos então: Por quê? Por que ficaram lá atrás? Ainda estariam lá? Seria possível (seria bom?) buscar? Ter de volta? Viver novamente?Nos caminhos queContinuar lendo “Pausa para pensar”

A estrada esquecida

A estrada que não foi vista ou tomada para seguir em frente… A estrada que insiste em aparecer do nada… A estrada que nos dá a impressão de andar para trás… Qual estrada? A mesma estrada? A estrada do nunca? Uma estrada qualquer? A estrada certa? Como saber… como entender… sem apenas fechar os olhosContinuar lendo “A estrada esquecida”

Traçando caminhos

O caminho está traçado, feito, “caminhado”. Voilá! Agora já é possível parar e olhar para trás. Dar um tempo, uma descansadinha, uma olhadinha aqui e lá. Dá até mesmo para sentar e, meio Erasmo, ficar cantando certas mágos ali à beira. Mas verdade seja dita (se há uma verdade em tudo isto) é que oContinuar lendo “Traçando caminhos”

O Comprimido

Desceu reto garganta à baixo e ficou lá, esperando sua hora. Dou-lhe uma! Dou-lhe duas! Dou-lhe três!… E nada aconteceu. Nem um um gole de água passou por ali. Aliás, nem um pouco de saliva. Estava ali, parado, entalado, a espera de qualquer coisa e nada. Bem feito, o resto que esperasse também. E iaContinuar lendo “O Comprimido”

Memórias de Águas e de Sedes

Entre um gole e outro deixo o copo sobre a mesa. Observo. A água parece estranha. Mais azul. Bebo mais um gole da água e o sabor continua o mesmo: sem sabor. Num gesto impulsivo me levanto e vou até a cozinha, despejo o que sobrou na pia e vejo os pingos escoarem. Abro aContinuar lendo “Memórias de Águas e de Sedes”

Plena

Os dias vão passando e cada um que passa vai me fazendo sentir que posso ir me desfazendo de mais e mais coisas. Como num striptease lento e sensual, caminho pela vida e certas importâncias perdem-se, certos desejos deterioram-se e alguns sonhos, em detrimento de outros, são deixados para trás. Vou querendo cada vez menosContinuar lendo “Plena”

O que te faz rezar?

O que te faz rezar? O medo, a dor, o medo da dor? A partida, a despedida, a vontade de correr para longe ou de nunca mais partir? O que te faz rezar? O que te faz, em versos repetidos, palavras repetidas, mantras, não importa em que filosofia ou religião, ter a certeza de que,Continuar lendo “O que te faz rezar?”