mal

não sei mais onde é o fim
e mesmo se existe um fim
para o mal
me vejo parada, sedada
pela apatia inutilizada
pela visão do mal
ele me corrói as entranhas
e suas ações não me são estranhas
eu reconheço o mal
era ele que se travestia de sorriso
de boa educação cheia de avisos
bem disfarçado o mal 
sob o manto das doações oficiais
a propaganda dos mestres oficinais
sob a égide do mal
trabalhava comigo, era meu amigo
mais que isto, família, nunca inimigo
tão mascarado o mal
para que lado manter o olhar livre
para quando esperar o coração livre
desse inominável mal
agora que sei que ele é algo imenso
ele é tanto e ele são tantos - não há senso -
o que fazer com o mal
jogá-lo ao bem bem fundo imundo dos esgotos
abandoná-lo a seus semelhantes mais escrotos 
afogar o mal
depois pouco a pouco reconstruir o possível
sem nunca esquecer a mão do invisível
poderoso asqueroso mal
não deslembrar a destruição de tantas vidas
nunca olvidar a maldição que foi em cada vida
a ascensão do mal
a ilusão do mal
o aniquilamento
esterilização
o assolamento
devastação
profanação 
sofridos
pelo
mal

Photo by v2osk on Unsplash

Publicado por Poeternizar

Eternizando versos, versejando vida, poetando sonhos, poeternizando a emoção de cada dia.

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