Rotina

Enquanto eu tentava achar uma roupa
ela passava roupas em silêncio.
O mesmo silêncio que entre nós
se fazia absurdo
surdo
um penhasco, um abismo.
Já fazia tempo.
Quanto tempo?
Que para as perguntas dos olhos
nenhuma resposta tinha.
Ela sozinha.
E eu também.
O mesmo teto, o mesmo afeto.
Nenhum desejo.
Apenas o ensejo
de deixar passar...

Poema de 9 de fevereiro de 2015

Photo by Roselyn Tirado on Unsplash

Publicado por Poeternizar

Eternizando versos, versejando vida, poetando sonhos, poeternizando a emoção de cada dia.

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