Dos medos

 Medos se impõem. Eles atravessam os olhos e a pele.
 Escancaram a mente confusa.
 Materiais ou etéreos, vivos ou imaginários.
 Tomam forma.
 Crescem nos becos escuros  da mente
 Saem do passado obscurecido por lembranças geradas
 pela memória que se entrelaça com sentimentos...
 Chegam de um futuro temido por esperanças pilhadas
 em suas vontades falhas...
 A imaginação abundante engendra os piores... 
 Medos são cacos de vidro
 espalhados pelo chão que pisamos
 dia após dia... 
 E é quando os olhos estão fechados
 que as sombras tornam-se gigantes.
 Medos estão sob as escadas, 
 ao longo dos corredores infrequentados...
 Escondem-se sob alegrias não demonstradas, 
 sob expectativas incalculadas
 em dores que traspassam mais que o corpo...  
 Quando abrimos os olhos 
 quase sempre não os vemos mais…
 Medos tendem a desaparecer 
 se a mínima coragem se manifesta...
 Somem quando suas vantagens se vão
 Medos não suportam a competição
 com a luz que os olhos recebem
 com a luz que o coração recebe...
 Medos sofrem pela inexistência
 de suas realidades.
 

Photo by Jr Korpa on Unsplash

Publicado por Poeternizar

Eternizando versos, versejando vida, poetando sonhos, poeternizando a emoção de cada dia.

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