Moinhos não movem o homem

Tudo se move. Águas sobre as pedras. Movendo moinhos. Enquanto em seu silêncio interior o homem cala e consente… Mente. Ele também se move. Lentamente. Seus movimentos não movem o moinho, são estranhos. O homem se move e o caminho vai ficando mais curto… sua vida encurtando passo a passo. A verdade da vida do homem, pausada, parada, sequenciada  em movimentos intrínsecos à sua própria inconstância. Mais caminha, menos força percorre o corpo. Move-se o mundo, moinhos de gente em movimento. E o homem, perdido em seu caminhar vazio, se perde… perde o tino… O moinho da vida, movendo suas próprias águas, não move as águas do viver humano. Buscando um sentido, vai o homem adiante até cessarem seus movimentos. Num destino que, final ou não, não terá mais moinhos para mover.

Photo by Inês Martinho on Unsplash

Publicado por Poeternizar

Eternizando versos, versejando vida, poetando sonhos, poeternizando a emoção de cada dia.

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