O Verdadeiro Papai Noel

Eram duas da manhã. A sala estava escura, no canto a árvore de Natal iluminando o pequeno espaço. Marquinhos, sentado em frente à árvore esperava Papai Noel. Num momento de sono e cansaço, levantou-se e foi até a cozinha pegar algo para comer. Foi quando ouviu o barulho e voltou em silêncio para espiar: Viu, com surpresa, o pai e a mãe, em pijamas, colocando presentes embaixo da árvore. Os dois sorriam felizes, trocavam olhares cúmplices. Marquinhos entendeu, do alto de seus sete anos, que estava diante do verdadeiro Papai Noel: seus pais! Sorriu. Seus pais eram o Papai Noel! Passou escondido por trás deles e foi para o quarto. Olhando a cama onde dormia sua irmãzinha, sorriu novamente. Tomou então duas decisões: a primeira, não dizer nada à irmã. A segunda, ser menos chato na hora de pedir presentes de Natal. Porque sabendo agora quem trazia, sabia o que lhes custava. E entendia, finalmente, porque tantas crianças no mundo não recebiam sequer um presente. O menino deitou-se e então rezou para que todos os pais do mundo pudessem ter um trabalho e muita saúde. Para que todas as crianças do mundo pudessem ter presentes de Natal!


Publicado por Poeternizar

Eternizando versos, versejando vida, poetando sonhos, poeternizando a emoção de cada dia.

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