A noite mais longa

O horizonte, algumas vezes próximo e noutras tão distante
depois que o sol se foi tornou-se negro…
uma linha negra entre o espaço e mar.
Nele não havia mais a ansiedade do encontro.
Nenhum arco-íris após a chuva forte.
Nenhum desejo significativo para amanhã.
A noite chegou a passos largos.
Tomou o céu inteiro.
Tomou o chão.
E como a lua não veio…
ainda mais negro estava o céu.
Na noite apenas os sonhos circulavam livres
aguardando as almas libertarem-se dos corpos.
O sono dos justos e dos injustos
a insônia quase perpétua de alguns.
Noite longa. Exatamente o mesmo tempo de sempre…
mas naquele tempo perdido onde o horizonte estava longe
a noite parecia mais longa do que nunca…
como se nunca mais viesse o dia e o sol e o clarear da aurora.
E uma estrela brilhava tão longe… e outra estrela ainda mais longe…
e outra ainda… um brilho e outro brilho pelo céu infinito…
E nas casas uma luz acesa e outra além também acesa…
Portanto… mesmo na negridão da noite tão longa,
havia alguma luz!

Publicado por Poeternizar

Eternizando versos, versejando vida, poetando sonhos, poeternizando a emoção de cada dia.

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