Minha avó

Minha avó materna chamava-se Marta. Ela era esposa de pescador, meu avô Pedro. Vó Marta, muitas vezes eu fiquei admirando, fazia rendas de bilro, fazia tarrafas, costurava roupas em sua velha máquina de costura ou simplesmente à mão. Tinha mãos santas, que na costura, nas rendas e redes ou na cozinha, só fazia coisas boas. Ainda hoje tenho saudades do cheiroso feijão, da arraia defumada ensopada, do colo grande que ela nos dava, a todos os netos! Era uma mulher de fibra que criou nove dos dezesseis filhos que teve. De sua vida e de seus atos, ficou-me o exemplo e o carinho.

Publicado por Poeternizar

Eternizando versos, versejando vida, poetando sonhos, poeternizando a emoção de cada dia.

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