Café e Tempo

Eu bebo o café
e enquanto bebo
escrevo perguntas
que não se faria a alguém
ou se faria, mal ou bem, a alguém
O tempo não é meu aliado hoje.
Enquanto enfrento horas de espera
ele se arrasta lento e desinteressado.
O mesmo tempo que conta
os dias para me ver mais velha,
os brancos dos cabelos crescendo em frente ao espelho…
O café vai de quente
se tornando morno.
Nem para o café o tempo é indiferente.
Minha mão que quase saltou ao contato primeiro com o copo,
agora encosta-se e recosta-se em sua tepidez.
E eu bebo o café.
E espero, a espera que é longa,
mesmo sem olhar o relógio…
e é ainda mais longa
quando olho o relógio…
O tempo, sem clemência,
não salta e nem se ausenta.

Publicado por Poeternizar

Eternizando versos, versejando vida, poetando sonhos, poeternizando a emoção de cada dia.

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