Esquecimento

Olhos abertos, sonhos fechados
nuvens passando ao longe…
Dentro e fora de mim se descobrem
pedaços que não se encontram…
Não sei mais de onde vim
e esta era uma certeza feita.
Não sei mais em que lugar me encontro
e esta não era uma dúvida.
Não sei mais para onde me dirijo
e esta lembrança já me foi tão nítida!
Respiro. E o ar, longo, curto, pesado,
como custa a entrar, a sair, a voltar, a seguir…
Reina a paz, mas sob sua bandeira há dor.
Agudo, o olhar vê tanto que angustia a alma.
Quem sou eu? Onde moro?
Erro pelas ruas, ruas de vida, tantas ruas,
esbarrando nos que se apressam
e nos que estagnaram, encostados nos cantos…
Não reconheço mais os endereços,
não tenho mais saudades,
não faço mais planos,
desconheço as linhas das minhas mãos.
Das interrogações que me faço,
poucas pedem realmente respostas.
Não saber, ainda é uma vitória.

Imagem by zemotion-dyrnfs
(Ouvindo, “Under the bridges of Paris”…)

Publicado pela primeira vez em 1o. de agosto de 2009)

Publicado por Poeternizar

Eternizando versos, versejando vida, poetando sonhos, poeternizando a emoção de cada dia.

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