Relâmpagos

Desde a tempestade, no instante
De chuvas solidárias, tão serenas
Conheci de ti o ser errante
A traduzir de mim as emoções amenas
Tantas outras foram as vontades
A misturar de nós os elementos
Melhor seria ver o céu coberto
O azul de preto, sem nem mesmo a lua
E o relâmpago a talhar incerto
O corpo morto que deixei na rua
Nem ouço os ruídos da chuva que cai
Nem penso nas poças tão cheias
Sei de mim a dor que não se vai
Sei de ti o amor que te laceia.
(De meu livro Coracional, de 2007)

Publicado por Poeternizar

Eternizando versos, versejando vida, poetando sonhos, poeternizando a emoção de cada dia.

2 comentários em “Relâmpagos

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