O EFEITO DO COTIDIANO

Passavam filas de guarda-chuvas um atrás do outro. Coloridos como um sonho bom. Por baixo deles, passos apressados seguiam destinos diversos.

Da janela do primeiro andar, janela de feições antigas, ele observava sem pudor. Saboreava o seu almoço tendo uma cena real como distração.
Se fosse um cineasta, pensava, talvez escolhesse ser um daqueles diretores chatos, de nomes empoados e de vagas novas que hoje eram velhas. Apenas para assinar um filme sem sentido que falasse de guarda-chuvas e do efeito deles sobre o cotidiano. Arte.

Publicado por Poeternizar

Eternizando versos, versejando vida, poetando sonhos, poeternizando a emoção de cada dia.

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