Contos do ontem

Por hora não penso em coisas que não me tragam boas lembranças.
Evito pensar coisas que me façam entristecer.
Penso na infância, longe já de mim e mais próxima que está das rememorações
quando o momento é de contar fatos e parecem ter acabado acontecer.
Também a juventude vem com a força dos seus anos e paira plena de vida
sobre as coisas que penso contar.
E é engraçado como se esquece com uma facilidade assim meio afetuosa
onde se colocou o livro ontem ou aquilo que deveria ser feito no dia seguinte.
Pessoas também, como coisas, desfilam e se perdem, se encontram, conversam e se despedem.
As lá de longe dos anos estão logo aqui, imediatas, urgentes, querendo ser lembradas.
E as de agora, as que estão pelos lados, ficam algumas vezes relegadas ao sentimento de um presente que se esvai.
Boas lembranças são assim feitas de ontens e hojes e hojes que se tornam ontens e são linhas não paralelas…
apenas se cruzam.
E eu tento passear pelas linhas colhendo nelas apenas o que me faça bem.
Porque o mal não desejo e nem quero. Nem espero.
Me envolvo nos contos do ontem e sorrio:
eu só quero o que me faça feliz!

Publicado por Poeternizar

Eternizando versos, versejando vida, poetando sonhos, poeternizando a emoção de cada dia.

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