Versões, traduções e afins

Vou te traduzir para a minha língua.

Tentar te entender melhor
Fazer de ti algo que meus olhos possam ver melhor
e meus sentidos captar melhor.
Vou te traduzir para poder te ter mais perto.
Assim, sem tradução, tem algo em mim que se pergunta:
Cabeça, coisas do âmago?
E sigo muda, sem resposta, tentando solucionar o insondável.
Mas verdade seja… no fundo eu te quero tanto
que se por algum motivo não der de traduzir
eu faço até versão.
Mudo tudo o que for necessário
para finalmente poder te guardar em mim
sem mal-entendidos, sem questionamentos, um cativeiro de loucuras.
E depois…
Depois, se nada der certo…
Talvez eu aceite o original e com ele todos os riscos
de me transformar.
Ser traduzida
ou interpretada numa versão de mim.
Pouco importa.
Neste duelo de paixão incontrolada
dois serão os vencedores.
Touché!

Publicado por Poeternizar

Eternizando versos, versejando vida, poetando sonhos, poeternizando a emoção de cada dia.

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