Falando demais

Na falta de palavras que apenas explicassem, ele abaixou a cabeça. Nada do que dissesse ali tiraria o peso do que dissera antes. Lembrando do que a mãe sempre falava (que “emenda era pior do que o soneto”), nem tentou desculpas. Esfarrapadas ou elegantes, as desculpas não o ajudariam. Olhos baixos, calou. Estava sem graça e sem a graça dos demais.

Publicado por Poeternizar

Eternizando versos, versejando vida, poetando sonhos, poeternizando a emoção de cada dia.

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