Prazer culpado

Preparou-se. O desejo estava nela já há dias e sentia uma fervura bordando aquela vontade sem hora. As mãos desocupadas queriam ocupar-se. O corpo pedia. Proibido? Não… Reprimido… Sim… A culpa sempre vinha logo depois! Cederia? Olhava e pensava: só um pouco… eu preciso tanto! E ao mesmo tempo, o mesmo corpo relutante afastava os seus olhos e contorcia-se num não indesejado. Ah… que se dane, eu quero, eu quero!! Antes de entregar-se completamente ao prazer ela fechou os olhos. Só então levou a colher à boca e provou o sorvete. Saboreou lentamente. Foi ao céu.

Publicado por Poeternizar

Eternizando versos, versejando vida, poetando sonhos, poeternizando a emoção de cada dia.

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