FELIPA E FELINA

Felipa era meiga. Muitos comparavam seu jeito com o de uma criança tamanha a paz que ela conseguia passar. Sabia ouvir, falava entre sorrisos. Felipa era quase sempre Felipa. Mas duas vezes por semana Felipa era Felina. E onde Felina ia, o jeito infantil não ia junto. Na boate ela não falava, os olhos marcados de negro e um sorriso que delineava os lábios mas não se abria. Despia-se lentamente, observava os presentes e deliciava-se ao sentir o apetite. Seus ouvidos ouviam apenas a música, seus gestos sensuais seguiam o ritmo. Enquanto Felipa dormia dentro dela, Felina dançava, dançava e continuava a dançar mesmo depois de nua. Até acabar. E ir para encontrar a outra adormecida nos bastidores.

Publicado por Poeternizar

Eternizando versos, versejando vida, poetando sonhos, poeternizando a emoção de cada dia.

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