VIGIA

Faço de conta que estou dormindo. Assim vejo quando ela chega, entra e começa o ritual. Joga a bolsa num canto, tira os sapatos sem colocar as mãos e se joga no sofá. Eu, da poltrona, só um olho semiaberto, continuo olhando. Ela se levanta, vai até a cozinha, pega algo para beber , volta e senta. – Dia longo este! Fala e não me olha. Talvez saiba que estou observando, talvez só imagine. Levanta novamente e estica as mãos. – Vem, vem deitar comigo! Nem me dou conta, mas antes mesmo de abrir os olhos já estou de pé, mãos segurando as dela, pronto para me perder no caminho.

(Pintura de Albert Zengoorian-Ward)

Publicado por Poeternizar

Eternizando versos, versejando vida, poetando sonhos, poeternizando a emoção de cada dia.

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