Natal de esperanças


Embaixo da mesa brincava a menina com sua boneca feita de pano amarrado. Tinha com ela uma caixa de sapatos feito cama e outra caixa de papelão fingindo ser armário. Ouvindo os sinos da igreja ao longe ela olhou nos olhos pintados daquela que colocava na cama e disse baixinho: – É Natal… dorme que amanhã de manhã tem Papai Noel! Fechou os olhos como se fossem os da boneca e sorriu. Ia fazer o mesmo. Fazia o mesmo já há dois natais. A esperança, ouvira dizer, era última que morria. Se o tal velhinho não aparecesse outra vez sobraria esperar pelo próximo natal. Tentar, ela também sabia, era quase ganhar!

Publicado por Poeternizar

Eternizando versos, versejando vida, poetando sonhos, poeternizando a emoção de cada dia.

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